Comprando o computador ideal
Um desktop é para todos
O primeiro ponto saber exatamente do que você precisa. Os notebooks são excelentes e custam cada vez menos, mas muita gente não gosta de compartilhar seu computador de uso pessoal com o resto da família. O desktop, o tradicional PC de mesa, tem uma vocação especial para o compartilhamento. Com mais espaço de armazenamento, poder e resistência, os desktops são a opção perfeita para se usar em família. As telas, muito maiores que a maioria dos notebooks, também ajudam na hora de usar o aparelho.
Máquina equilibrada


O primeiro passo na escolha do seu PC novo é definir o tipo de uso que se fará dele. Para aplicações básicas, como internet e programas de escritório, uma máquina mais modesta, equipada com processadores de dois núcleos, como o Athlon X2 ou o Core2Duo e 2 GB de memória dá conta do recado. Essas máquinas até dão conta de aplicações mais complexas, como assistir e editar vídeos, ouvir músicas e rodar jogos simples.
Máquinas mais “parrudas”, com processadores de 3 núcleos, como o Phenom X3, e quatro núcleos, como o Phenom X4 e Core2Quad, são especialmente interessantes se você edita vídeos de alta definição, faz trabalhos que demandam muitos cálculos matemáticos, como computação gráfica, e está interessado em rodar a última safra de jogos para PC.
Em qualquer caso escolhido, é fundamental que você busque uma máquina equilibrada. Só o processador não resolve o problema na hora do uso. É preciso que o micro tenha uma boa quantidade de memória para rodar direito e que tenha uma placa de vídeo decente para não pedir água na hora de rodar jogos, filmes e aplicativos como o Google Earth.
Memória é tudo
Por melhor que seja a máquina, sem memória ela não rende praticamente nada do que poderia. Hoje em dia, o ideal é contar com 3 GB de memória RAM. Assim, é possível rodar confortavelmente o Windows Vista e outros programas ao mesmo tempo sem lentidão. Fique esperto: 4 GB de memória, além de custar mais caro, só é útil se você for usar a versão de 64 bits do Windows Vista, recomendada apenas para usuários bastante avançados.
Viva o HD!

Sem um disco rígido decente, além de entupir rapidamente seu PC com downloads, você corre o risco de deixar seu sistema lento. Não aceite HDs com menos de 120 GB. E, sempre é bom lembrar, conte com HD externo USB para estocar seus arquivos. O acessório é caro, mas livra você de ter que abrir o computador para instalar outra unidade de disco.
O vídeo é a alma
O chip de vídeo do computador define basicamente como ele se comportará com os programas mais exigentes. Sem um bom chip de vídeo o PC não consegue exibir gráficos 3D, os vídeos engasgam, os games rodam aos trancos e barrancos e você perde até alguns efeitos gráficos do sistema operacional. O chip de vídeo pode vir integrado à placa-mãe ou na forma de uma placa adicional.
Normalmente, os PCs vendidos no Brasil trazem um chip de vídeo integrado, que é adequado apenas para tarefas muito básicas. Para rodar suave, um PC precisa de uma placa adicional decente. Evite comprar as máquinas vendidas como “projetadas para jogos”. Além de caras, a maioria delas traz placas de vídeo com chips antigos, que na verdade não aguentam o tranco com novos jogos. Se quiser jogar pra valer, só aceite placas como as nVidia GeForce a partir do modelo 9600 ou ATI Radeon a partir da série 3000. Qualquer coisa inferior a isso pode prejudicar sua experiência.
Pode mexer?
Um ponto crucial a se levar em conta é a capacidade de upgrade do aparelho. Quase a
totalidade dos fabricantes lacra o gabinete da máquina, sob a alegação que isso sustenta a garantia. Isso é uma grande bobagem, pois o PC foi feito para ser modificado. Só compre máquinas cujos fabricantes permitam que você adicione mais um HD, memória ou coloque uma placa de vídeo. Assim, você garante seu investimento contra o tempo.
Pergunte ao vendedor se você pode abrir a máquina e adicionar esses componentes. Se não puder, escolha uma máquina que possa, ou então você acaba virando refém do fabricante, que vai obrigar você a usar apenas a assistência técnica autorizada – e pior – instalar apenas os componentes que eles julgam adequados, ao preço que eles querem cobrar. O PC se tornou tão popular justamente por permitir que a máquina evolua de acordo com as necessidades, não por ser um caixa fechada que não pode ser mexida.
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